sábado, 13 de setembro de 2014

O uso de anfetaminas

            
             A anfetamina surgiu no século 19, tendo sido sintetizada pela primeira vez na Alemanha, em 1887. Cerca de 40 anos depois, a droga começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e bronquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1965, ocorreu uma epidemia na Suécia, depois que a droga passou a ser fornecida pelo serviço nacional de saúde. Milhares de pessoas se aproveitaram do fato de a anfetamina ser distribuída gratuitamente para consumir quantidades abusivas da sua substância, até que ela foi tornada ilegal algum tempo depois.


            Existem várias drogas que pertencem ao grupo das anfetaminas. Estas são drogas sintéticas que são comercializadas sob a forma de medicamentos por vários laboratórios e apresentam diferentes nomes fantasia. Em estado puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor intragavelmente amargo. Geralmente ingeridas por via oral em cápsulas ou comprimidos de cinco miligramas, as anfetaminas também podem ser consumidas por via intravenosa (diluídas em água destilada) ou ainda aspiradas na forma de pó.
            As Anfetaminas são conhecidas por sua atividade estimulante do sistema nervoso central, através de uma intensificação da norepinefrina - um neuro-hormônio – produzem efeitos semelhantes aos produzidos pela adrenalina no cérebro, levando o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade, resultando em aceleração do batimento cardíaco e aumento da pressão sanguínea, e consequentemente levando o indivíduo em estado de euforia. Sua ação sobre os centros de controle do hipotálamo leva a inibição do apetite.


            Além, do efeito anorexígeno, elas podem provocar também agitação psicomotora, insônia, irritação, nervosismo, ansiedade, tremores, boca seca, gosto metálico, náuseas e alterações do hábito intestinal. Devido a sua ação, o “rebite” é comumente utilizado por motoristas, na intenção de se manterem acordados para cumprirem com seus deveres e realizarem viagens longas; por estudantes, que utilizam as famosas “bolinhas” para obterem o efeito de excitação em festas e raves, e por indivíduos que buscam emagrecer, sem o acompanhamento médico.


            No Brasil, a anfetamina é uma das causadoras de farmacodependência. Segundo a OMS, estas drogas deveriam ser reservadas para pacientes que sofrem de ansiedade clínica bem definida, pois bastam três meses de uso, para que sejam criadas dependência química e síndrome de abstinência à retirada abrupta do medicamento.
            É grande o uso indevido de anorexígenos anfetamínicos pela população. Entre as maisutilizadas destaca-se o femproporex ou cianoetilanfetamina, mas também são utilizados Metilfenidato, Mazindol e Metanfetamina, sendo esta retirada do mercado brasileiro, porém ainda encontrada graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. Algumas pesquisas demonstram que até 70% de uma dose de femproporex pode se biotransformar no organismo em anfetamina livre, o que caracteriza a sua elevada ação e capacidade de causar danos e dependência no indivíduo usuário de tal substância.
            Há uma lei específica para o controle nas vendas das anfetaminas (ANVISA - Resolução CFM nº 1.477, de 11 de julho de 1997), mesmo assim, há pesquisas que demonstram que este fármaco tem sido amplamente utilizado de forma indevida, uma vez que é fácil adquirir este produto pela internet ou em outros lugares que realizam a venda de forma ilegal. Dessa forma, há um aumento nas chances dos consumidores adquirirem medicamentos sem procedência e sem a devida informação, podendo causar danos irreparáveis a saúde, ou levar até a morte.


            Diante dos “benefícios” ocasionados pelo uso das anfetaminas, é notável que esse aumento geral da capacidade é apenas ilusório, já que esta acaba com o fim do efeito da droga, levando o usuário a extrapolar os reais limites do corpo, o que acaba sendo nocivo para a sua saúde.

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