terça-feira, 22 de dezembro de 2015

ESTUDO DIRIGIDO 1 - METFORMINA

A metformina é um medicamento de diabetes oral que ajuda a diminuir os níveis de açúcar no sangue. É utilizada no tratamento de pessoas portadoras do diabetes tipo 2. Por vezes pode ser utilizada em combinação com insulina ou outros medicamentos, mas não é para o tratamento de diabetes de tipo 1.


Mecanismo de ação
Grupo farmacoterapêutico: antidiabético
A metformina (dimetilbiguanida) é um agente antidiabético de uso oral, derivado da guanidina. Ao contrário das sulfamidas, a metformina não estimula a secreção de insulina, não tendo, por isso, ação hipoglicemiante em pessoas não diabéticas. 
A metformina reduz a hiperglicemia através de:
- aumento da sensibilidade periférica à insulina e da utilização celular da glicose;
- inibição da gliconeogênese hepática;
- retardo na absorção intestinal da glicose. 

Possui como reações adversas mais comuns:
ü  Desconforto abdominal ou de estômago
ü  Tosse ou rouquidão
ü  Diminuição do apetite
ü  Diarréia
ü  Respiração rápida
ü  Febre ou calafrios
ü  Sensação geral de mal-estar
ü  Sonolência
ü  Acidez estomacal
ü  Sensação de plenitude
ü  Indigestão
ü  Perda de apetite
ü  Perda de peso
Possui como reações adversas menos comum
ü  Ansiedade
ü  Visão embaçada
ü  Desconforto no peito
ü  Suor frio
ü  Pele fria, pálida
ü  Depressão
ü  Tontura
ü  Sensação de calor
ü  Dor de cabeça
ü  Aumento da sudorese
ü  Náusea
ü  Nervosismo
ü  Falta de ar
ü  Aperto no peito
ü  Cansaço ou fraqueza

Uma reação não muito comum, mas de alta gravidade, que pode ocorrer com o uso da metformina é a acidose láctica, causada por um acúmulo de ácido láctico no sangue, e é mais provável de ocorrer se o paciente possui doença renal ou hepática, insuficiência cardíaca congestiva aguda ou instável, desidratação, ou uma ingestão excessiva de álcool. Isso leva à acidificação do sangue (acidose – diminuição do pH sanguíneo).

Posologia
A dose inicial é 500 mg, por via oral, duas vezes por dia ou 850 mg uma vez ao dia.
Para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 2 é necessário dieta e exercícios.


Algumas interações medicamentosas.

Metformina ↔ Claritromicina (antibiótico do grupo dos macrolídios utilizados em infecções das vias áreas superiores e inferiores, além de infecções de pele).
Usando Claritromicina junto com insulina e outros medicamentos para diabetes, pode levar a um quadro de hipoglicemia ou aumento do açúcar no sangue. Os sintomas de hipoglicemia incluem dor de cabeça, tontura, sonolência, nervosismo, confusão, tremor, náuseas, fome, fraqueza, transpiração, palpitação e taquicardia.

Metformina ↔ Bisoprolol (utilizado na hipertensão e angina do peito).
Os beta-bloqueadores, como bisoprolol podem aumentar o risco, gravidade e / ou duração da hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) em doentes que receberam metformina e alguns outros medicamentos antidiabéticos. Além disso, os beta-bloqueadores podem mascarar alguns dos sintomas de hipoglicemia, tais como tremor, palpitações e taquicardia, tornando-o mais difícil de reconhecer um episódio que se aproxima.

Metformina ↔ Captopril (anti-hipertensivo inibidor da enzina conversora de angiotensina)
Usando captopril juntamente com metformina pode aumentar os efeitos da metformina na redução de açúcar no sangue. Isso poderia fazer com que os níveis de açúcar no sangue fiquem demasiadamente baixos.

Metformina ↔ Hidroclorotiazida (diurético que apresenta leve efeito anti-hipertensivo, atuando diretamente sobre os rins, no mecanismo de reabsorção de eletrólitos, aumentando a excreção de sódio e cloreto, consequentemente, de água)
Pode aumentar os níveis de açúcar no sangue e interferir no controle diabético. Pode ser necessário um ajuste de dose ou uma monitorização mais frequente do açúcar no sangue para usar com segurança os dois medicamentos. Devido aos seus efeitos sobre os rins, a hidroclorotiazida pode também aumentar o risco de uma condição rara, mas grave e potencialmente fatal, conhecida como acidose láctica que pode ocorrer.

Metformina ↔ Nifedipina (indicado no tratamento de pressão alta e angina do peito,  sendo antagonista do cálcio, dilatando assim os vasos sanguíneos, diminuindo a resistência à passagem do sangue, o que proporciona uma diminuição da pressão.
Usando nifedipina juntamente com metformina pode aumentar os efeitos da metformina, o que pode levar a acidose láctica.
Todos os pacientes tratados com metformina deve ter a função renal monitorizada regularmente. Em caso de insuficiência renal, a meia- vida da metformina é aumentada, expondo a risco de acumulação.

A metformina pode interferir também com a vitamina B12 (cianocobalamina), ocorrendo um decréscimo para níveis subnormais de níveis normais anteriormente, no soro, em aproximadamente 7% dos doentes tratados com metformina, durante os ensaios clínicos controlados. Embora a diminuição é geralmente bem tolerada e raramente associada a manifestações clínicas como anemia megaloblástica, deve ser garantido cuidado quando a terapia de metformina é administrada em pacientes com deficiência de vitamina B12 preexistente. A suplementação com vitamina B12, bem como medições anuais de parâmetros hematológicos pode ser apropriado.


Você sabia que quando você toma um medicamento e tem uma reação adversa (uma resposta indesejada do seu corpo ao medicamento) você deve notificar, ou seja, comunicar a ANVISA ou a um Centro de Farmacovigilância?
Essa atitude é muito importante, pois a indústria que produz o remédio vai passar a ter conhecimento do que este está causando no paciente, e se irá retirar o medicamento do mercado ou não, caso o número de reações estejam aumentando (o que mostra que ele está causando mal a nós e não resolvendo nosso problema de saúde).
O mesmo deve ser feito quando você compra, por exemplo, uma caixinha de medicamentos e um deles vem quebrado ou com uma cor diferente.
Conheça o CEFAL (Centro de Farmacovigilância da Universidade Federal de Alfenas) e um pouco mais sobre a notificação.

Notifique!

Fonte da pesquisa: Drugs

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