terça-feira, 11 de abril de 2017

Como evitar os agravamentos da ENDOMETRIOSE?

O que é endometriose?

Endometriose é uma doença ginecológica feminina causada pelo aparecimento de fragmentos do endométrio em diferentes partes do útero e da região pélvica, tubas uterinas, intestino, bexiga e outros órgãos. Essa deslocalização do tecido endometrial pode gerar distúrbios, como cólicas menstruais excessivas, dores nas relações sexuais ou pode passar despercebido pela paciente, dificultando a procura por diagnóstico.
            A frequência de acometimento da doença é maior na faixa de idade pós menopausa, mas também ocorre significativamente em mulheres com idade reprodutiva. Sua causa pode se dar por fatores genéticos, ambientais, imunológicos e hormonais.


                                                                                     fonte: Fabiana Scaranzi

Como surge a doença?

Teorias abordam que a causa dessa implantação endometrial atípica é um influxo de sangramento menstrual para as trompas, e outros órgãos da cavidade pélvica. Apesar de praticamente todas as mulheres possuírem essa menstruação retrógrada, fatores predisponentes seja imunológico ou tóxico, favorecem o desenvolvimento da doença somente em parte da população feminina.
            A endometriose é uma doença estrogéno-dependente, portanto, a ingestão de alimentos que favoreçam a excreção de estrôgenio pode aumentar a possibilidade de desenvolvimento da doença. Uma dieta balanceada pobre em gorduras, pode evitar o excesso de prostaglandinas no organismo, diminuindo a dor e a inflamação pélvica.

fonte: minhavida

Quadro clínico e Diagnóstico

            O quadro clínico pode ser assintomático, o que dificulta a procura por diagnóstico, sendo constatado apenas após descobrimento de infertilidade.  A endometriose pode ser classificada em leve, moderada e grave de acordo com o órgão e a extensão que atinge. Uma forma um pouco mais grave apresenta dores pélvicas intensas, com cólicas menstruais e dores durante a relação sexual, aumento do volume ovariano sendo características próprias da endometriose.
            O diagnóstico é feito através de exame por imagem e laboratoriais, mas o que tem maior grau de precisão é a laparoscopia, que já é uma intervenção cirúrgica.


Classificação

A classificação mais comumente usada é a revisada pela “American Society of Reproductive Medicine” (ASRM) que consiste em 4 estágios e leva em consideração o tamanho, a profundidade e a localização dos implantes endometrióticos e a gravidade das aderências. Porém esses estagios não estão correlacionados com o nível de dor, uma vez que a dor é associada a profundidade em que está a profundidade do implante.

Estágio 1 (doença mínima): implantes isolados e sem aderências significativas;
Estágio 2 (doença leve): implantes superficiais com menos de 5 cm, sem aderências significativas;
Estágio 3 (doença moderada): múltiplos implantes, aderências peritubáricas e periovarianas evidentes;
Estágio 4 (doença grave): múltiplos implantes superficiais e profundos, incluindo endometriomas, aderências densas e firmes

Tratamento


A escolha do tratamento depende de vários fatores além do estágio em que a endometriose foi descoberta, também deve-se levar em consideração o desejo que a mulher tem de engravidar e a idade da paciente. Para o tratamento desta doença há várias formas de tratamento que podem ser medicamentosos, cirúrgico ou uma a combinação de ambos.
O tratamento medicamentoso tem como objetivo reproduzir na paciente uma pseudogravidez, pseudomenopausa ou anovulação crônica, através da manipulação hormonal. Para mulheres com infertilidade não convém um tratamento hormonal, pois nestes estudos mostram que os medicamentos não são efetivos. Os casos cirúrgicos são indicados para infertilidades no estágio 1 e 2, quando for necessário a laparoscopia deve ser retirado a maior quantidade possível de focos da endometriose.
Os fármacos comumente usados são:

·         ACOs:  etinilestradiol 0,03 mg + levonorgestrel 0,15 mg: comprimidos ou drágeas.
·         Acetato de medroxiprogesterona: comprimidos de 10 mg; suspensão injetável de 50 e 150 mg/mL.
·         Danazol: cápsulas de 100 e 200 mg.
·         Análogos do GnRH:
·         - Gosserrelina: seringa preenchida com dose única de 3,6 mg ou 10,8 mg.
·         - Leuprorrelina: frasco-ampola com 3,75 mg ou 11,25 mg.
·         - Triptorrelina: frasco-ampola com 3,75 mg ou 11,25 mg.

                                                                  fonte: comofazer.org

NOTIFICAÇÃO
Você sabia que quando você toma um medicamento e tem uma reação adversa (uma resposta indesejada do seu corpo ao medicamento) você deve notificar, ou seja, comunicar a ANVISA ou a um Centro de Farmacovigilância?
Essa atitude é muito importante, pois a indústria que produz o remédio vai passar a ter conhecimento do que este está causando no paciente, e se irá retirar o medicamento do mercado ou não, caso o número de reações estejam aumentando (o que mostra que ele está causando mal a nós e não resolvendo nosso problema de saúde).
O mesmo deve ser feito quando você compra, por exemplo, uma caixinha de medicamentos e um deles vem quebrado ou com uma cor diferente.
Conheça o CEFAL (Centro de Farmacovigilância da Universidade Federal de Alfenas) e um pouco mais sobre a notificação.
Notifique!





Referências Bibliográficas:

BRASIL. Ministerio da saúde: Secretaria de atenção á saúde. Portaria Nº 879, de 12 de julho de 2016. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas endometriose.

 NACUL. A. P.; SPRITZER P. M.  Aspectos atuais do diagnóstico e tratamento de endometriose. Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Porto Alegre, Brasil. Rev Assoc Med Bras 2011; 57(4):456-461

PATRICK BELLELIS1, SERGIO PODGAEC2, MAURÍCIO SIMÕES ABRÃO. Fatores ambientais e endometriose.  Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP. Rev Assoc Med Bras 2011; 57(4):456-461

segunda-feira, 6 de março de 2017

Farmacovigilância: uma aliada contra o uso irracional  de medicamentos e reações adversas consequentes de seu uso


          No mundo, o consumo de medicamentos tem crescido vertiginosamente. Atualmente, uma gama de medicamentos é encontrada no mercado para diversas doenças do organismo, e diferentes profissionais especializados em determinadas áreas os prescrevem aos pacientes muitas vezes indiscriminadamente.
      O problema de diversos medicamentos, com funções diferenciadas, agindo num mesmo organismo está em sua capacidade de alterar suas funções, como absorção de  substâncias, bem como sua excreção, alteração da homeostasia, de temperatura, hipersensibilidade, entre outros quadros encontrados. 
          Um medicamento administrado de forma irracional, muitas vezes sem a orientação profissional necessária, pode gerar um desequilíbrio no organismo e com isso gerar reações adversas desde leves a graves.
fonte: Farmacêutica Curiosa

Como é assegurada a qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos?

É importante assegurar a qualidade, eficácia e segurança de todos os medicamentos comercializados. Para isso, são feitos testes pré-clínicos e clínicos, separados em 4 fases. A primeira acontece com um número reduzido de pacientes saudáveis para uma avaliação da farmacocinética e farmacodinâmica do fármaco; a segunda utiliza um número pequeno de enfermos e avalia a terapêutica, além das reações adversas graves ou leves; e a terceira já é um ensaio clínico controlado com maior número de pacientes avaliando também a frequência dos efeitos adversos além de verificar a terapêutica estudada. Após estas fases, o fármaco aprovado pode ser comercializado mas ainda será fiscalizado através da farmacovigilância, pois apesar dos estudos anteriores detectarem algumas reações adversas e mesmo havendo legislações e regulamentos rigorosos, algumas só são identificadas na prática clínica habitual.
A farmacovigilância se encaixa na quarta fase de aprovação do medicamento e é imprescindível para fazer o controle pós comercialização do deste fármaco. Nesses estudos é possível encontrar novas terapêuticas associadas ao medicamento, quantificar e avaliar os casos relatados de reações adversas e em casos de extrapolação destes, tomar as devidas atitudes junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA além de  alertar aos consumidores sobre os riscos de determinada medicação. Os centros de farmacovigilância podem servir também como intermédio entre empresa e consumidor, prezando pela melhora da qualidade dos medicamentos disponibilizados e o menor risco a saúde.
fonte: Jornal da Orla

Como posso notificar?

Você como paciente é responsável por comunicar ao seu médico, ou farmacêutico, sintomas sentidos após o início do uso de um medicamento. Notificar é fácil e rápido e contribui para o melhoramento desses medicamentos, além de fornecer dados estatísticos para aumentar o conhecimento sobre eles após serem comercializados.
Existem também os centros de farmacovigilância que podem te ajudar a relatar o seu problema. Mas para isso é importante que você tenha consigo algumas informações contidas na embalagem do medicamento, além de informações quanto aos sintomas e sinais apresentados, interrupção do tratamento, interações com outras substâncias. Tendo isso em mãos é só acessar o link http://www.unifal-mg.edu.br/cefal/?q=notificacao e fazer a sua notificação.
A sua notificação será estudada pelos integrantes do centro de farmacovigilância e encaminhados para a ANVISA e para a empresa responsável pelo produto, e partir disso, teremos uma resposta quanto a sua notificação. Por isso é importante que toda reação adversa, ou queixa técnica, seja notificada para alimentar a cadeia de dados da farmacovigilância que visa manter a qualidade dos medicamentos que chegam até você!
fonte: Noticia Exata

NOTIFICAÇÃO
Você sabia que quando você toma um medicamento e tem uma reação adversa (uma resposta indesejada do seu corpo ao medicamento) você deve notificar, ou seja, comunicar a ANVISA ou a um Centro de Farmacovigilância?
Essa atitude é muito importante, pois a indústria que produz o remédio vai passar a ter conhecimento do que este está causando no paciente, e se irá retirar o medicamento do mercado ou não, caso o número de reações estejam aumentando (o que mostra que ele está causando mal a nós e não resolvendo nosso problema de saúde).
O mesmo deve ser feito quando você compra, por exemplo, uma caixinha de medicamentos e um deles vem quebrado ou com uma cor diferente.
Conheça o CEFAL (Centro de Farmacovigilância da Universidade Federal de Alfenas) e um pouco mais sobre a notificação.
Notifique!




Referências
VALSECIA. M FARMACOVIGILANCIA Y MECANISMOS DE REACCIONES ADVERSAS A MEDICAMENTOS. Boletim eletrônico de Fármacos. Cap. 13; PAG, 136 Disponível em http://med.unne.edu.ar/sitio/multimedia/imagenes/ckfinder/files/files/13_farmacovigi.pdf. Acesso em 06/03/2017.

 IVAMA A. M.; SOUZA N. R.; A Importância da Farmacovigilância: Monitorização da Segurança dos Medicamentos. Revista Racine. Disponível em <http://portal.anvisa.gov.br/documents/33868/2894427/Monitoriza%C3%A7%C3%A3o+da+Seguran%C3%A7a+dos+Medicamentos/53cf681a-ae19-4b2e-9fc2-517b3249588c?version=1.1> Acesso em 06/03/2017.



terça-feira, 12 de julho de 2016

ESTUDO DIRIGIDO: IBUPROFENO

USO

O Ibuprofeno é um medicamento da classe dos antiinflamatórios não esteróides (AINES), NÃO SELETIVO, com ações antitérmicas (contra febre), analgésicas (contra dor) e antiinflamatórias. O ibuprofeno é indicado para uma série de condições, principalmente para casos de dor de origem inflamatória, como artrites, dores traumáticas, inflamações dentárias, cólicas menstruais, entre outros..
O início de ação ocorre de 15 a 30 minutos após sua administração oral e permanece por 4 a 6 horas.

O ibuprofeno já é vendido como medicação genérica, sendo muito fácil encontrá-lo nas farmácias. Em relação aos nomes comerciais disponíveis no mercado, os principias são: Advil, Alivium, Buscofen, Dalsy, Motrin, Spidufen, sob a forma de gotas, comprimidos ou como suspensão oral. 


Não se deve utilizar o ibuprofeno concomitante com bebidas alcoólicas e o Ibuprofeno é contraindicado a pacientes com úlcera gastroduodenal ou sangramento gastrintestinal e para menores de 6 meses de idade.

MECANISMO DE AÇÃO

Ibuprofeno é um derivado do ácido fenilpropiônico, inibidor da síntese das prostaglandinas, tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os analgésicos antiinflamatórios não-esteróides inibem a enzima ciclooxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores).


Observação: Nota-se que a COX 1 tem um papel fisiológico no nosso organismo, uma vez que uma de suas funções é a produção do muco protetor do trato gastrointestinal. 
Como foi visto acima, o ibuprofeno é um medicamento que possui ação NÃO seletiva para COX, ou seja, ele não era inibir apenas a COX 2 que está envolvida no processo da inflamação, mas também a COX 1, que é fisiológica. 
Portanto,  nesse contexto, não é recomendado o uso desse medicamento por pacientes que possuem problemas estomacais, porque poderá ser prejudicial para o paciente. 

Propriedades farmacocinéticas – O ibuprofeno apresenta boa absorção oral, com aproximadamente 80% da dose absorvida no trato gastrintestinal, havendo diferença quando a administração é feita em jejum ou após refeição, pois a presença de alimentos diminui a absorção.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSA

- Interações medicamento-medicamento

O uso de ibuprofeno e de outros analgésicos e antipiréticos junto com os seguintes fármacos, deve ser evitado, especialmente nos casos de administração continua: ácido acetilsalicílico, paracetamol, colchicina, iodetos, medicamentos fotossensibilizantes, outros antiinflamatórios não esteroides, corticosteroides, antidiabéticos orais ou insulina, anti-hipertensivos e diuréticos, lítio, agentes anticoagulantes ou trombolíticos, inibidores de agregação plaquetária, digoxina, metotrexato e hormônios tireoidianos.

- Interações medicamento-exame laboratorial

Durante o uso de ibuprofeno, os exames de sangue poderão indicar anemia. Se houver sangramento no aparelho digestivo devido ao uso do ibuprofeno, o exame de fezes para pesquisa de sangue oculto poderá ter resultado positivo. O valor da taxa de açúcar no sangue (glicemia) poderá vir mais baixo durante o uso de ibuprofeno. Não existe interferência conhecida com outros exames.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas mais comuns incluem reações de hipersensibilidade, náusea, vômito, dor epigástrica, azia, tontura e rash cutâneo. 
As reações adversas raras incluem sangramento gastrintestinal ou perfuração, nefrotoxicidade, hepatite, meningite asséptica, tontura, vertigem, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme e dermatoses.

POSOLOGIA

O ibuprofeno é habitualmente vendido nas doses de 200 mg, 400 mg e 600 mg. A dose para tratar dores de origem inflamatórias é de 400 a 800 mg de até 6 em 6 horas. Nos casos de febre a dose recomendada é de 200 mg a cada 4 horas. 
A dose diária total máxima é de 3200mg (3.2 gramas), mas o recomendado é não ultrapassar as 2400 mg por dia sem autorização médica, devido ao maior riscos de efeitos colaterais. 
O uso prolongado, por mais de 1 semana, também deve ser evitado a não que sejam ordens médicas. 
Em geral, a posologia de 400 a 600 mg, 2 a 3 vezes por dia é suficiente para controlar a maioria das dores de leve a moderada intensidade.

NOTIFICAÇÃO
Você sabia que quando você toma um medicamento e tem uma reação adversa (uma resposta indesejada do seu corpo ao medicamento) você deve notificar, ou seja, comunicar a ANVISA ou a um Centro de Farmacovigilância?
Essa atitude é muito importante, pois a indústria que produz o remédio vai passar a ter conhecimento do que este está causando no paciente, e se irá retirar o medicamento do mercado ou não, caso o número de reações estejam aumentando (o que mostra que ele está causando mal a nós e não resolvendo nosso problema de saúde).
O mesmo deve ser feito quando você compra, por exemplo, uma caixinha de medicamentos e um deles vem quebrado ou com uma cor diferente.
Conheça o CEFAL (Centro de Farmacovigilância da Universidade Federal de Alfenas) e um pouco mais sobre a notificação.
Notifique!




Referências

DRUGS.COM. Ibuprofen. Disponível em: <http://www.drugs.com/ibuprofen.html>. Acesso em: 12/07/2016.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária- ANVISA. Ibuprofeno. Disponível em <http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=2813342015&pIdAnexo=2545759>. Acesso em: 12/07/2016.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Faça do medicamento um aliado, não um inimigo


Dia 5 de maio é o dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. A data foi criada como um alerta a população dos riscos da automedicação. Atualmente, com o avanço da tecnologia, acesso fácil a bulas e informações vindas de diversas fontes, pessoas do mundo inteiro relatam experiências e partilham fatos ocorridos, e muitos desses são de grande utilidade. A população se habituou cada vez mais a recorrer a sites de pesquisa rápida quando apresentam alguma enfermidade e necessitam de alívio imediato sem ir buscar a devida informação e diagnóstico.
A automedicação é hoje uma das maiores causas de intoxicação no mundo inteiro, levando a graves sequelas e algumas vezes a morte. O médico é o profissional responsável por fazer o diagnóstico correto, prescrever o medicamento correto, na dose correta. O farmacêutico é habilitado a realizar a prescrição de Medicamento Isentos de Prescrição Médica (MIPs), e é ele quem irá realizar a dispensação dos medicamentos e irá informar tudo o que for importante do medicamento ao paciente: em que horários tomar, a dose que deverá tomar, alertar ao paciente sobre uso de alguma outra medicação e possíveis riscos de interação, a informar sobre qualquer efeito adverso esperado.
É preocupante o uso irracional de medicamentos, pois os mesmos podem potencializar efeitos de outras drogas e agravar o quadro clínico, apresentando grande risco a saúde, além de poder mascarar sintomas, agravando assim a doença.



Algumas dicas importantes:

  • Nunca tome remédios aconselhados por vizinhos, amigos ou familiares. O mesmo sintoma não significa a mesma doença.


  • Alguns remédios indicados para aliviar sinais passageiros de mal estar (azia, dor de estômago, ou dor de cabeça) podem ser tomados sem receita médica. Consulte seu farmacêutico para usá-los corretamente.



  • Informe ao seu médico e farmacêutico sobre todos os remédios que está tomando, receitas ou não; sobre remédios que tenham causado problemas como dor de cabeça, estômago, náuseas ou tontura.


  • Conheça os remédios que você toma e o porquê lhe foram receitados. Leia sempre a bula e esclareça suas dúvidas com um farmacêutico. Lembre-se de perguntar quais efeitos indesejáveis que podem acontecer e como saber se o remédio está fazendo o efeito esperado.


  • Sempre esteja bem informado sobre o modo correto de utilizar seus medicamentos. Doses, horários para toma-los e o que fazer quando esquecer uma dose são essenciais para o seu tratamento. Lembre-se de perguntar ao farmacêutico quais são os efeitos que podem ocorrer caso você misture outros remédios, alimentos bebidas alcoólicas e cigarro.


  • O tratamento deve ser seguido rigorosamente. Tome os remédios nas dose e horários recomendados.


  • Para que se tenha um bom tratamento, devemos seguir as orientações com rigor, de acordo com as informações médicas e/ou orientação do farmacêutico. Esta é a chave para um tratamento longe de problemas.


  • Lembre-se, na farmácia somente o farmacêutico pode lhe oferecer informações seguras sobre medicamentos.






sexta-feira, 15 de abril de 2016

Vacina contra H1N1 – Nova formulação de 2016

A Doença H1N1A vacina contra H1N1 já existe desde 2009 quando houve uma pandemia de gripe H1N1, deixando a população em situação de alerta, e causando uma mobilização dos profissionais de saúde na rápida elaboração da vacina para combater a gripe.
Os sintomas causados pela gripe são febre, mal estar intenso, dores musculares de início súbito, podendo causar tosse, dor de garganta, coriza e dor de cabeça. Além disso, em algumas situações, a gripe pode levar a complicações como pneumonias virais e bacterianas.

Quais são as cepas inativadas presentes na vacina?
São três tipos de cepas de vírus em combinação: um vírus similar ao vírus influenza A/California/7/2009 (H1N1) pdm09, um vírus similar ao vírus influenza A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2), e um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.
  • Trivalente: A (H1N1); A (H3N2); Influenza B do subtipo Brisbane
  • Tetra ou Quadrivalente: A (H1N1); A (H3N2); 2 vírus Influenza B, que são os subtipos Brisbane e Phuket.



Como age a vacina contra o H1N1?

A vacina é uma suspensão aquosa de vírus influenza composta por diferentes cepas de Myxovirus influenzae inativados, cuja composição e concentração de antígenos são atualizadas a cada ano, em função de dados epidemiológicos, segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (O.M.S).
Sua administração é feita via injeção intramuscular, preparada a partir de vírus influenza propagada em ovos embrionados, que age estimulando o organismo a produzir sua própria proteção contra a gripe. Seu efeito aparece duas ou três semanas após a injeção e tem duração de seis meses a um ano.

A ordem de prioridade para vacinação é de:
1. Trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados envolvidos na resposta à pandemia;
2. Gestantes;
3. População indígena;
4. População com comorbidade crônica.
5. Crianças saudáveis maiores de seis meses a menores de dois anos de vida;
6. Adultos saudáveis dos 20 a 39 anos completos


Quais as possíveis interações medicamentosas da vacina H1 N1?
·        Pode ocorrer efeito adverso se administração de duas vacinas forem realizadas em partes iguais do corpo.
·        O uso de terapia imunossupressora (medicamentos que levam a alterações do sistema imunológico), como corticosteroides, drogas citotóxicas e radioterapia podem atrapalhar o efeito esperado da vacina.
·        A vacina influenza pode interferir na resposta a alguns testes laboratoriais para vírus, como HIV-1, vírus da hepatite C e HTLV-1.

Reações adversas da H1N1
  Podem ocorrer reações na pele que podem se espalhar pelo corpo incluindo prurido e urticária, dor nos nervos, convulsões febris, desordens neurológicas que podem resultar em confusão, dormência, dor e fraqueza nos membros ou paralisia de parte do corpo e síndrome de Guillain-Barré (doença rara que acomete os nervos periféricos levando a alterações da força dos músculos e das sensações no local acometido), diminuição temporária da quantidade de plaquetas, que estão envolvidas no processo de coagulação do sangue e inchaço temporário das glândulas no pescoço, axilas ou virilha.
Em casos raros, reações alérgicas podem levar o paciente ao atendimento médico de emergência por queda súbita de pressão, inchaço mais aparente na cabeça e pescoço, incluindo rosto, lábios, língua, garganta ou qualquer outra parte do corpo, inflamação dos vasos sanguíneos que pode levar a erupções na pele e a envolvimento renal transitório.


Precauções:
·      É recomendada a vacinação anual com a vacina atualizada porque a imunidade declina durante o ano após a vacinação, e porque as cepas circulantes de vírus influenza mudam de um ano para o outro.
·        Não se deve tomar a vacina, alérgicos a proteína do ovo, uma vez que esta é produzida por técnicas que utilizam o ovo para cultivo.
·        E pessoas que já passaram por complicações nas vacinas anteriores de H1N1, ou apresentaram sintomas da Síndrome de Guilan-Barré após a injeção.
·        Medidas simples como lavagem das mãos e o uso de álcool 70% são eficazes contra a contaminação e disseminação da doença viral.


Em caso de  reações adversas,
NOTIFIQUE!!!
Link: http://www.unifal-mg.edu.br/cefal/?q=notificacao


Fontes de Pesquisa:

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância em Sanitária. 

BRASIL. Sanofi Pasteur SA. Vacina influenza (fragmentada e inativada). Disponível: <http://www.sanofipasteur.com.br/ckfinder/userfiles/files/Vaxigrip-2012-mono-paciente-aprovada.pdf> Acesso em 15 de abril de 2016.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Anvisa define composição da vacina influenza para 2016.
Disponívelem <http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu++noticias+anos/2015/ANVISA+define+composicao+da+vacina+influenza+para+2016>. Acesso em 15 de abril de 2016.














segunda-feira, 11 de abril de 2016

Estudo dirigido 7 - Propranolol



Função: Anti-hipertensivo que atua nos receptores- beta do Sistema Nervoso simpático.



Mas afinal, o que é hipertensão?
A hipertensão geralmente é uma doença crônica que acomete todos os tipos de pessoas, mas consideravelmente pessoas que têm hábitos de vida sedentários, com alimentação rica em gorduras, açúcar e sódio, que não praticam exercício físico e têm excesso de peso, tendo como conseqüência uma deficiência no controle homeostático do organismo, afetando coração, rins, vasos e cérebro.
A doença é conseqüência de um aumento da força exercida pelo sangue na parede dos vasos. Pelo atrito a essa parede, que é fina, são causadas lesões que geram um enrijecimento destas e diminuição da luz tubular para a passagem da quantidade de sangue eficaz.
A hipertensão tem como característica um aumento da pressão sistólica com parâmetros acima de 14 por 9. A alta pressão exercida e a menor luz tubular, ao longo dos anos, podem levar ao rompimento da parede dos vasos, causando um acidente vascular encefálico (AVE) ou um infarto agudo do miocárdio.

A hipertensão é de fato uma doença silenciosa e traiçoeira que quando não detectada e controlada pode gerar os quadros citados acima em fases muito avançadas, além do comprometimento das funções dos órgãos do indivíduo. Os sintomas quase não são reconhecidos pelo paciente, mas alguns podem sentir dores de cabeça, no peito e tonturas como um sinal de alerta.


Propanolol: Indicação e mecanismo de ação
O propanolol é um fármaco anti-hipertensivo indicado para o tratamento e prevenção do infarto do miocárdio, da angina, de arritmias cardíacas, enxaqueca, e controle da ansiedade. Pode ser utilizado associado ou não a outros medicamentos para o tratamento da hipertensão agindo como bloqueador de receptores beta-adrenérgicos presentes no sistema nervoso simpático.
Sua ação como anti-hipertensivo é muito importante visto que a hipertensão quando não tratada leva a um quadro de derrames, infartos do miocárdio, acidente vascular encefálico e outros problemas relacionados ao sistema cardiovascular.
O propanolol age bloqueando receptores beta-adrenérgicos e os efeitos agonistas dos neurotransmissores simpáticos sobre os receptores beta-1 e beta-2. O mecanismo anti-hipertensivo é complexo e envolve diminuição do débito cardíaco, redução da secreção de renina, readaptação dos barorreceptores e diminuição das catecolaminas nas sinapses nervosas. São eficazes como monoterapia, tendo sido comprovada sua eficácia na redução de problemas cardiovasculares.


Quais são os problemas de se usar propanolol e quais são seus efeitos adversos?

Em pacientes asmáticos, com enfisema pulmonar, alergia, e bronquite, esse bloqueador beta adrenérgico não seletivo pode agir também em outros receptores como no pulmão fazendo a broncoespasmo e impedindo a ação da epinefrina que faz broncodilatação. Em pacientes diabéticos pode ocorrer o tratamento concomitante com hipoglicemiante e o propanolol. Essa administração dos dois medicamentos simultaneamente pode causar hipoglicemia exarcebada e ainda pode haver mascaramento de taquicardia nesses pacientes, pelo propanolol. O propanolol pode diminuir a biotransformação hepática e aumentar a toxicidade da lidocaína, impedir a taquicardia produzida pelo diazóxido, e pode gerar hipotensão. Cimetidina e reserpina aumentam o efeito betabloqueador, por reduzir sua depuração e inibir sua biotransformação e pelo efeito aditivo respectivamente. Medicamentos simpatominéticos com atividade beta-adrenérgica podem causar inibição mútua dos efeitos terapêuticos. Analgésicos antiinflamatórios não esteroides, especialmente indometacina, podem reduzir seus efeitos anti-hipertensivos. E o álcool etílico reduz a velocidade de absorção do Propranolol.

Reações adversas
As reações adversas que mais ocorrem são depressão mental leve, bradicardia, diminuição da capacidade sexual, diarréia e tonturas. Em alguns casos podem aparecer frieza nas mãos e pés por circulação periférica diminuída, confusão (especialmente em idosos), alucinações, erupção cutânea, ansiedade ou nervosismo, constipação, piora da insuficiência cardíaca. Raramente ocorre miastenia grave que é a perda de força dos músculos e hipoglicemia por uso concomitante com outro hipoglicemiante.
A interrupção abrupta do tratamento pode intensificar sintomas de hipertireoidismo, além de poder levar a quadros de infarto, acidente vascular encefálico, e outras doenças cardiovasculares, por isso deve ser retirado aos poucos, diminuindo gradativamente as dosagens quando pertinente.

Como controlar a pressão?
Além do uso do medicamento, é necessário que o paciente tenha um acompanhamento médico constante e faça a avaliação dos valores de pressão arterial, prática exercícios físicos, alimentação balanceada com pouco sódio e gorduras, não fume e evite o consumo de álcool.



Notifique!!



Fontes Bibliográficas

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária- Anvisa. Bulário Eltrônico. Propanolol. Disponível em <http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmResultado.asp#>. Acesso em: 11 de abril de 2016.


BRASIL. Sociedade Brasileira de Hipertensão. Hipertensão. Disponível em : <http://www.sbh.org.br/geral/oque-e-hipertensao.asp> Acesso: 11 de abril de 2016.


BRASIL. Departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil.. Propanolol. Disponível em: <http://hiperdia.datasus.gov.br/medicamentosdesc.asp?med=propranolol>. Acesso em: 11 de abril de 2016.



segunda-feira, 21 de março de 2016

Descongestionante nasal pode levar ao vício


 
Com a chegada do outono, a mudança do tempo, que se torna ainda mais seco, um dos órgãos mais afetados é o nariz, que coça, irrita, incomoda e fica entupido. Muitas pessoas pensam que o nariz entupido é causado pelo excesso de muco espesso, causados por gripes e resfriados, mas não.
A congestão nasal é causada quando os vasos sanguíneos nas membranas mucosas que revestem o nariz ficam inchados, afetando a respiração. Pode também ser causado por traumas no nariz e o desvio de septo, o que pode ser resolvido apenas por cirurgia. Para muitas pessoas a congestão é apenas um incomodo, para outras no entanto afeta os ouvidos, sono e qualidade de vida. Então entra em cena os descongestionantes nasais.
 
Mas afinal, o que é um descongestionante nasal?
Descongestionante nasais são medicamentos indicados para o alívio da congestão nasal, o nariz entupido. Eles aliviam pelo estreitamento dos vasos sanguíneos e reduzem o fluxo de sangue e inchaço e proporcionam alívio imediato, quase instantâneo ao usuário.

O uso contínuo pode trazer riscos para a saúde e causar dependência
 
Quando usados em excesso, o descongestionante pode provocar lesões na mucosa. Acarretando na dependência do medicamento, o que pode levar a  riscos cardiovasculares, como taquicardia e angina.
 A dependência é causada porque quando pingamos o descongestionante, os vasos se contraem, desincham e sobra mais passagem do ar. Os vasos ficam por pouco tempo dilatados, voltam a inchar e o nariz entope de novo. Com o passar do tempo a pessoa vai precisar de doses cada vez maiores para o remédio fazer efeito. Com o tempo o usuário crônico pode ter a perda do olfato ou até levar a uma perfuração septal sendo necessário intervenção cirúrgica.


O uso em crianças pode levar a morte!
 
O uso do descongestionante em crianças  pode até matar, não é indicado. Os descongestionantes contendo pseudoefedrina, fenilefrina, oximetazolina não devem ser administrados a crianças com menos de 6 anos de idade A superdosagem pode levar a reações cardiovasculares e até a um choque, com falta de ar e parada cardíaca. Por isso é importante o alerta aos pais, quanto a prescrição dos médicos e se tem o medicamento em casa manter fora do alcance das mesmas. Procure um médico ou farmacêutico sempre que dúvidas surgirem. Por ser medicamento de venda livre a auto medicação se tornou um grande problema do uso dessa classe de medicamentos.
 
Antes de se medicar, vá ao médico, tire suas dúvidas com um farmacêutico, são esses os profissionais habilitados e especializados para indicar o melhor tratamento e informar os possíveis efeitos colaterais.
 
 
 
Referências:
 
Ricardo A. Herberts1; Carin R. A. C. Herberts1; Rodrigo F. Alexandre2; Cláudia M. O. Simões2*; Marlene Zaninn3,4,Uso indiscriminado de descongestionante nasais contendo nafazolina, Revista Brasileira de Toxicologia, Agosto de 2007.
 
Uso contínuo do descongestionante nasal traz consequências para saúde. Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/09/uso-continuo-do-descongestionante-nasal-traz-consequencias-para-saude.html. Acesso em 21/02/2016