quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Governo amplia a idade máxima para doar sangue



O ministro da saúde anunciou a ampliação da idade máxima de doação de sangue para 69 anos. Atualmente, a faixa etária para doação é de 16 a 67 anos. Com isso, o governo pretende ampliar em dois milhões o grupo de potenciais doadores. Ele assinou, também, a portaria que torna obrigatória a realização do Teste de Ácido Nucleico, um teste mais seguro para o sangue doado, chamado de NAT, em todas as bolsas de sangue coletadas pelos bancos de sangue públicos e privados do país.

NAT

O exame, batizado de NAT, é uma reivindicação feita há 11 anos por especialistas. Há pelo menos três anos o governo adiava a implantação da medida. Ele permite a redução da janela imunológica, período em que a contaminação da amostra não é identificada pelo teste. No caso da hepatite C de 35 dias para 12 dias e do HIV de 22 dias para dez
O teste identifica o material genético do vírus e não os anticorpos como ocorre com o exame Elisa, normalmente utilizado nos bancos de sangue, o que permite um resultado mais rápido e eficaz. Haverá também a adoção do NAT para hepatite B, pois trata-se de uma doença mais prevalente do que HIV e Hepatite C, com ele, a janela imunológica para hepatite B passa de 35 para 10 dias. Desta forma, o exame minimiza a possibilidade de um sangue contaminado ser usado em transfusões.




A adoção do NAT


A realização do teste será obrigatória em todos os bancos de sangue públicos e particulares. A exigência do NAT consta de uma recomendação feita pelo Ministério Público Federal em Campinas no mês passado. O órgão deu 45 dias para a instituição do teste como obrigatório. Se nada fosse feito, alertou o Ministério Público, o governo seria acionado na Justiça. O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 32 hemocentros coordenadores e 368 regionais, além de núcleos de hemoterapia distribuídos em todo o país. Atualmente, 75% da coleta de sangue são feitos na rede pública e 25%, na rede privada. Os bancos de sangue terão 90 dias para se adequar às novas regras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) será responsável pela fiscalização das redes.



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