segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cafeína



A cafeína é um composto químico, classificado como alcaloide, pertencente ao grupo das xantinas. Além de atuar sobre o SNC, aumenta a produção de suco gástrico, decorrente da alteração metabólica ocasionada pela mesma. Devido ao estímulo do sistema nervoso, a cafeína favorece o estado de alerta, aumento da atenção mental, aumento da concentração, melhoria do humor, diminuição da fadiga.




A cafeína é a droga mais consumida no mundo e é encontrada em uma grande quantidade de alimentos, como chocolate, café, guaraná, cola, cacau e chá-mate, é possível encontrá-la também em alguns analgésicos e inibidores de apetite. O valor nutricional da cafeína está ligado apenas ao efeito excitante.
Em excesso, a cafeína pode ocasionar alguns sintomas como irritabilidade, agitação, ansiedade, dor de cabeça e insônia.

Mecanismo de ação

A adenosina se une a receptores de adenosina no cérebro, causando sonolência por diminuir a atividade das células nervosas.
Tem a sua ação como antagonista da adenosina, ou seja, age bloqueando os receptores de adenosina e com isso mantêm o estado de excitação, a sensação de revigoramento, e a diminuição do sono e fadiga
A cafeína também faz com que os vasos sanguíneos do cérebro se contraiam, uma vez que bloqueia a capacidade da adenosina de dilatá-los. Este efeito explica por que alguns medicamentos para dor de cabeça contêm cafeína. Se você tiver uma dor de cabeça vascular, a cafeína vai fechar os vasos sanguíneos e aliviá-la.


Segundo estudos dez gramas, em média, de cafeína é uma dose letal para o homem, e em uma xícara de café são encontrados em torno de cem miligramas de cafeína.
A cafeína atinge a corrente sanguínea passados 30 a 45 minutos do seu consumo. Distribui-se pelos líquidos corporais, para depois ser metabolizada e eliminada pela urina. E a média de semivida no organismo é de 4 horas
É uma droga que causa dependência física e psicológica, uma vez que para estimular o cérebro utiliza os mesmos mecanismos das anfetaminas, cocaína e heroína. Os efeitos da cafeína são mais leves, porém manipula os mesmos canais do cérebro, uma das razões que pode levar as pessoas ao vício.


Doses entre os 100 e os 600 mg permitem um pensamento mais rápido e mais claro, tal como uma melhor coordenação corporal.
Adultos podem ingerir no máximo até 2,5 miligramas de cafeína por quilo de peso, ou seja, uma mulher de 60 kg deveria consumir apenas 150 miligramas de cafeína. Desse modo, o excesso da substância pode causar intoxicação, cujo os sintomas são: ansiedade, insônia, desconforto no estômago, tremores, taquicardia e agitação.


A cafeína apresenta outros efeitos imediatos: estimula a libertação de cortisol e adrenalina, o que faz com que aumente a pressão arterial e o coração bata mais rápido. Além disto, tem um efeito diurético, relaxa os brônquios, aumenta a produção de ácido gástrico e aumenta a taxa metabólica.



A concentração de cafeína pode diminuir com a indução do seu metabolismo. Entre os indutores, estão o uso de tabaco, baixo índice de massa corporal, sexo masculino e o próprio consumo habitual de café, bem como o uso de rifampicina, benzodiazepínicos, carbamazepina, fenobarbital e omeprazol.
Os tabagistas que consomem café e param de fumar podem apresentar sintomas de intoxicação por cafeína, pois esta tem sua concentração dobrada na ausência do tabaco.

Exemplos de medicamentos com cafeína em sua composição:
Benegrip, Dorflex, Doril, Engov, Neosaldina, Torsilax (reumatismo), Tonopan (cefaléia), Tylenol, Seldilax (reumatismo), Euforin (fadiga física e mental), entre outros..

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