Função: Anti-hipertensivo
que atua nos receptores- beta do Sistema Nervoso simpático.
Mas afinal, o que é
hipertensão?
A
hipertensão geralmente é uma doença crônica que acomete todos os tipos de
pessoas, mas consideravelmente pessoas que têm hábitos de vida sedentários, com
alimentação rica em gorduras, açúcar e sódio, que não praticam exercício físico
e têm excesso de peso, tendo como conseqüência uma deficiência no controle
homeostático do organismo, afetando coração, rins, vasos e cérebro.
A
doença é conseqüência de um aumento da força exercida pelo sangue na parede dos
vasos. Pelo atrito a essa parede, que é fina, são causadas lesões que geram um
enrijecimento destas e diminuição da luz tubular para a passagem da quantidade
de sangue eficaz.
A
hipertensão tem como característica um aumento da pressão sistólica com
parâmetros acima de 14 por 9. A alta pressão exercida e a menor luz tubular, ao
longo dos anos, podem levar ao rompimento da parede dos vasos, causando um
acidente vascular encefálico (AVE) ou um infarto agudo do miocárdio.
A
hipertensão é de fato uma doença silenciosa e traiçoeira que quando não
detectada e controlada pode gerar os quadros citados acima em fases muito
avançadas, além do comprometimento das funções dos órgãos do indivíduo. Os
sintomas quase não são reconhecidos pelo paciente, mas alguns podem sentir
dores de cabeça, no peito e tonturas como um sinal de alerta.
Propanolol: Indicação e
mecanismo de ação
O
propanolol é um fármaco anti-hipertensivo indicado para o tratamento e
prevenção do infarto do miocárdio, da angina, de arritmias cardíacas, enxaqueca,
e controle da ansiedade. Pode ser utilizado associado ou não a outros
medicamentos para o tratamento da hipertensão agindo como bloqueador de
receptores beta-adrenérgicos presentes no sistema nervoso simpático.
Sua
ação como anti-hipertensivo é muito importante visto que a hipertensão quando
não tratada leva a um quadro de derrames, infartos do miocárdio, acidente
vascular encefálico e outros problemas relacionados ao sistema cardiovascular.
O
propanolol age bloqueando receptores beta-adrenérgicos e os efeitos agonistas
dos neurotransmissores simpáticos sobre os receptores beta-1 e beta-2. O
mecanismo anti-hipertensivo é complexo e envolve diminuição do débito cardíaco,
redução da secreção de renina, readaptação dos barorreceptores e diminuição das
catecolaminas nas sinapses nervosas. São eficazes como monoterapia, tendo sido
comprovada sua eficácia na redução de problemas cardiovasculares.
Quais são os problemas de se
usar propanolol e quais são seus efeitos adversos?
Em
pacientes asmáticos, com enfisema pulmonar, alergia, e bronquite, esse
bloqueador beta adrenérgico não seletivo pode agir também em outros receptores
como no pulmão fazendo a broncoespasmo e impedindo a ação da epinefrina que faz
broncodilatação. Em pacientes diabéticos pode ocorrer o tratamento concomitante
com hipoglicemiante e o propanolol. Essa administração dos dois medicamentos
simultaneamente pode causar hipoglicemia exarcebada e ainda pode haver mascaramento
de taquicardia nesses pacientes, pelo propanolol. O propanolol pode diminuir a
biotransformação hepática e aumentar a toxicidade da lidocaína, impedir a
taquicardia produzida pelo diazóxido, e pode gerar hipotensão. Cimetidina e
reserpina aumentam o efeito betabloqueador, por reduzir sua depuração e inibir
sua biotransformação e pelo efeito aditivo respectivamente. Medicamentos
simpatominéticos com atividade beta-adrenérgica podem causar inibição mútua dos
efeitos terapêuticos. Analgésicos antiinflamatórios não esteroides,
especialmente indometacina, podem reduzir seus efeitos anti-hipertensivos. E o
álcool etílico reduz a velocidade de absorção do Propranolol.
Reações adversas
As reações adversas que mais ocorrem são
depressão mental leve, bradicardia, diminuição da capacidade sexual, diarréia e
tonturas. Em alguns casos podem aparecer frieza nas mãos e pés por circulação
periférica diminuída, confusão (especialmente em idosos), alucinações, erupção
cutânea, ansiedade ou nervosismo, constipação, piora da insuficiência cardíaca.
Raramente ocorre miastenia grave que é a perda de força dos músculos e
hipoglicemia por uso concomitante com outro hipoglicemiante.
A interrupção abrupta do tratamento pode
intensificar sintomas de hipertireoidismo, além de poder levar a quadros de
infarto, acidente vascular encefálico, e outras doenças cardiovasculares, por
isso deve ser retirado aos poucos, diminuindo gradativamente as dosagens quando
pertinente.
Como controlar a pressão?
Além
do uso do medicamento, é necessário que o paciente tenha um acompanhamento
médico constante e faça a avaliação dos valores de pressão arterial, prática
exercícios físicos, alimentação balanceada com pouco sódio e gorduras, não fume
e evite o consumo de álcool.
Notifique!!
Fontes Bibliográficas:
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária- Anvisa. Bulário Eltrônico. Propanolol. Disponível em <http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmResultado.asp#>. Acesso em: 11 de abril de 2016.
BRASIL. Sociedade Brasileira de Hipertensão. Hipertensão. Disponível em : <http://www.sbh.org.br/geral/oque-e-hipertensao.asp> Acesso: 11 de abril de 2016.
BRASIL. Departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil.. Propanolol. Disponível em: <http://hiperdia.datasus.gov.br/medicamentosdesc.asp?med=propranolol>. Acesso em: 11 de abril de 2016.














